Curitiba costuma ser lembrada por ter um ritmo mais calmo e organizado. Aos domingos de manhã, porém, o Centro Histórico ganha outra dinâmica. O que geralmente é mais silencioso passa a receber um grande fluxo de pessoas, com barracas ocupando as praças, comida sendo preparada na hora e bastante movimento pelas ruas.
É nesse cenário que acontece a feira do Largo da Ordem. Criada em 1973, ela começou com poucas barracas e, com o tempo, cresceu até se tornar uma das maiores feiras de artesanato do Brasil. Hoje, ela reúne diferentes referências culturais e revela um pouco da história e da produção local.
Neste artigo, você vai encontrar informações para organizar a visita, além de dicas sobre o que ver, comer e aproveitar ao longo do percurso na feirinha. Continue a leitura para conferir!
Planeje sua visita: horários, localização e informações essenciais
Antes de ir, é importante conhecer a dinâmica da Feira do Largo da Ordem: horário de funcionamento, o que você encontra por lá, etc. Isso ajuda a evitar horários de pico e aproveitar melhor o passeio. Confira, a seguir, as principais informações para organizar sua visita:
Horário de funcionamento
A feira acontece todos os domingos, das 08h às 14h30.
Se a ideia for circular com mais tranquilidade, recomendamos chegar cedo, pois, por volta das 11h30, o movimento costuma aumentar bastante. Chegando entre às 9h e 9h30, é possível andar com mais calma, tirar fotos e enfrentar menos filas nas barracas de comida.
Localização
A feira acontece no Centro Histórico de Curitiba, na Praça Garibaldi, nº 7 – São Francisco. O percurso começa na região do Largo da Ordem, próximo à Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, e se estende por várias quadras ao redor.
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O que você encontra na feira do Largo da Ordem no domingo?
A feira reúne diferentes expressões culturais em um só lugar e se consolida como um dos principais pontos de encontro de quem está em Curitiba nesse dia da semana. Entre barracas de artesanato, gastronomia e apresentações artísticas, o espaço traduz bem a diversidade de influências que marcam a capital paranaense.
A organização por setores facilita o percurso, o que permite explorar com calma e escolher o que mais chama atenção ao longo do caminho. A feira se encaixa bem como programa para a manhã inteira. Por lá, você encontra:
- Artesanato e arte: peças feitas à mão em diferentes materiais, como couro, madeira e cerâmica, além de itens de decoração e acessórios autorais. Os quadros na feira do Largo da Ordem também se destacam, com obras de artistas locais que retratam paisagens de Curitiba.
- Antiguidades: geralmente concentradas próximas à Praça Garibaldi, reúnem objetos antigos como moedas, relógios, livros antigos, câmeras analógicas e discos de vinil.
- Gastronomia típica e de rua: um dos pontos mais movimentados da feira, com opções variadas como pierogi, acarajé, empanada, além do clássico pastel com caldo de cana. Também há doces artesanais, compotas e geleias caseiras.
- Vestuário e acessórios: roupas, calçados e acessórios voltados especialmente para o inverno curitibano, com destaque para peças em tricô e lã, como gorros, cachecóis e luvas.
- Brinquedos educativos e lúdicos: produtos voltados ao público infantil, com opções em madeira, bonecas de pano e jogos criativos que priorizam o uso manual e a imaginação.
- Plantas e jardinagem: venda de espécies como suculentas, cactos, samambaias e kokedamas (arranjos com plantas cultivadas em bolas de musgo), além de vasos e suportes decorativos feitos em macramê.
- Produtos esotéricos e bem-estar: para quem busca esse tipo de produto, é comum encontrar diferentes tipos de incenso na feira do Largo da Ordem, além de sabonetes artesanais, óleos essenciais e pedras/cristais brasileiros.
- Lembranças de Curitiba (souvenirs): peças com referências locais, incluindo miniaturas do Jardim Botânico, cartões feitos à mão e objetos com estampas inspiradas nos símbolos da cidade.
- Hortifrúti e produtos coloniais: nas extremidades da feira, é possível encontrar alimentos artesanais como queijos, salames, mel puro e vinhos produzidos em cidades próximas, como Colombo e São José dos Pinhais.
- Artigos em couro e cutelaria: esse setor reúne peças em couro natural, como cintos e bolsas, além de facas feitas à mão com acabamento cuidadoso, muito procuradas tanto por quem coleciona quanto por quem gosta de utensílios para churrasco.
- Brechós e upcycling: além dos objetos antigos, há espaço para roupas de segunda mão selecionadas e peças reaproveitadas a partir de tecidos já existentes, seguindo uma proposta de consumo mais sustentável.
- Papelaria criativa e encadernação: inclui cadernos artesanais com costura aparente, carimbos feitos sob encomenda e gravuras em xilogravura, técnica tradicional presente na produção artística local.
Gastronomia: o que comer na feira do Largo da Ordem?
Visitar o Largo vai muito além de admirar o artesanato, já que é a gastronomia que conduz toda a experiência. Para aproveitar a feira de forma autêntica, vale a pena experimentar:
- Pastel com caldo de cana: combinação bastante tradicional, entre as mais procuradas do evento, o que explica o fluxo constante nas barracas especializadas.
- Pierogi: prato de origem polonesa incorporado à cultura local, preparado com massa cozida e recheios à base de batata e derivados de leite, servido com acompanhamentos.
- Acarajé e empanadas: opções que evidenciam a diversidade gastronômica da feira, reunindo referências da culinária baiana e de diferentes países latino-americanos.
- Bolinho de bacalhau: alternativa prática para consumo ao longo do passeio, caracterizada pela casquinha dourada e interior macio.
- Quentão: bebida servida quente, bastante consumida em períodos de clima mais frio para proporcionar maior conforto durante a visita.
- Pão com bolinho: especialidade associada à culinária curitibana, composta por carne temperada, frita e servida no pão, acompanhada por diferentes complementos.
- Sorvete de rolo (ou na chapa): sobremesa preparada no momento do pedido, em superfície refrigerada, onde os ingredientes são combinados antes de serem moldados.
- Milho cozido e pamonha: itens tradicionais em feiras brasileiras, oferecidos em versões doces ou salgadas, com preparos simples e reconhecidos pelo público.
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Estenda o passeio: o que visitar no entorno da feira?
Graças à localização privilegiada da feira do Largo da Ordem, é fácil incluir outros atrativos no mesmo roteiro. Aproveitar a visita ao Centro Histórico para explorar pontos próximos é uma escolha estratégica, especialmente para quem está na cidade pela primeira vez e quer otimizar o tempo.
Afinal, com poucos minutos de caminhada, é possível conhecer outros espaços culturais e turísticos que complementam a experiência. Vale a pena incluir no percurso:
1. Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas
Erguida no século XVIII, mais precisamente em 1737, a Igreja da Ordem é considerada o templo mais antigo da cidade. O local mantém características do período colonial e abriga o Museu de Arte Sacra (MASAC), onde estão reunidas peças religiosas, como esculturas e itens utilizados em celebrações, datados dos séculos XVIII e XIX.
- Endereço: R. Mateus Leme, 01 – São Francisco, Curitiba.
2. Mesquita de Curitiba (Mesquita Imam Ali ibn Abi Talib)
Aberta ao público a partir dos anos 1970, a Mesquita de Curitiba chama atenção pelo estilo inspirado na arquitetura islâmica, com destaque para a grande cúpula e os minaretes. Aos domingos, período em que a feira acontece, costuma receber visitas, possibilitando a entrada para apreciar os ambientes internos, adornados com tapetes e revestimentos artesanais.
- Endereço: R. Kellers, 383 – São Francisco, Curitiba.
3. Memorial de Curitiba
Situado na região central do Largo da Ordem, o prédio do Memorial de Curitiba se destaca pelo design contemporâneo e pelas estruturas envidraçadas, criando um contraste com as construções históricas ao redor. O local atua como um polo cultural, recebendo mostras artísticas, espetáculos teatrais e atividades que ajudam a contar a trajetória da capital do Paraná.
4. Relógio das Flores
Localizado na Praça Garibaldi, o Relógio das Flores é um dos cartões-postais mais registrados em fotos na cidade. Sua estrutura combina paisagismo e engenharia, com plantas ornamentais que são substituídas conforme a época do ano para manter o visual sempre renovado. O funcionamento é controlado por sinal de rádio, o que assegura a exatidão na marcação do tempo.
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Onde se hospedar na capital paranaense?
Para aproveitar o passeio com tranquilidade e ainda ter fácil acesso à feira do Largo da Ordem e a outros pontos turísticos de Curitiba, vale priorizar uma hospedagem bem localizada, que ofereça conforto, praticidade e boa estrutura. Isso facilita a locomoção, otimiza o tempo e torna a experiência na cidade muito mais agradável.
A boa notícia é que, na capital paranaense, a HCC Hospitality reúne opções com diferentes propostas, atendendo a perfis variados de viajantes, desde quem busca uma estada mais funcional até quem prefere uma experiência mais completa e sofisticada:
- Hotel bleev Curitiba: localizado próximo ao centro, foca em serviços essenciais para quem busca praticidade. As acomodações são funcionais, atendendo bem a viajantes de negócios ou turistas que priorizam mobilidade.
- Quality Hotel Curitiba: situado no Batel, oferece estrutura completa com academia, piscina e salas de eventos. É uma opção que equilibra serviços de hotelaria executiva com ambientes modernos.
- Radisson Hotel Curitiba: localizado em frente à Praça do Japão, dispõe de infraestrutura completa com spa, piscina coberta e restaurante próprio. O padrão de atendimento é voltado para serviços personalizados e de maior conveniência.
- Qoya Hotel Curitiba Curio Collection by Hilton: hotel de padrão superior que foca em design e bem-estar. Conta com ambientes planejados para uma experiência mais silenciosa e refinada, incluindo infraestrutura de spa e gastronomia de alto padrão.
- Suryaa Hotel Pinhais Curio Collection by Hilton: localizado em Alphaville (região metropolitana), opera no segmento de luxo com conceito boutique. É voltado para quem busca distanciamento do centro urbano, oferecendo acomodações modernas e vista para o campo de golfe.
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Imagem de capa – Fonte: @sergio_pulp / Freepik (2026)
